terça-feira, 8 de maio de 2012

O que você deve saber resumidamente sobre a doença celíaca: Tratamento



É fato! Ou mudamos as coisas ou nos adaptamos a ela. Isso é realmente verdadeiro quando falamos sobre o tratamento da doença celíaca. Mas por que?

Infelizmente, ainda não encontraram a cura para a doença celíaca ou algum remédio que atenue os sintomas. 
O tratamento da doença celíaca consiste em não consumir o glúten, por toda a vida
Como já foi falado, não é fácil, inicialmente. Porém, com muito apoio, paciência e persistência, é totalmente possível viver em um mundo sem glúten e claro, ser feliz. 
Hoje, a farinha de trigo pode ser substituída por outros tipos de farinha, como a de milho, arroz, fécula de batata, creme de arroz, polvilho, fubá, entre outras. Acreditem! A diversidade de farinhas é algo impressionante. Nós é que somos ignorantes, no bom sentido, de não conhecê-las. 


Algumas farinhas encontradas facilmente em supermercados. Em lojas especializadas é possível encontrar outros tipos. 

Vale ressaltar, novamente, a importância de lermos o rótulos. Pra vocês terem uma idéia do quanto isto é importante, vou relatar o que aconteceu comigo: minha mãe fez um bolo de cenoura com o fubá da marca Yoki. Quando fomos fazer uma outra receita e fui pegar a embalagem, logo que bati o olho, li "contém glúten". Jamais imaginaria que no fubá poderia conter glúten. E vocês sabem por que? Algumas farinhas são processadas em maquinários que processam farinha de trigo, por exemplo. Obrigatoriamente, a empresa tem que colocar o informativo de que o produto contém glúten. Isso se chama contaminação cruzada e escreverei sobre isso em breve. Portanto, nunca confiem cegamente, leiam o rótulo. E lembrem-se, nada de fubá Yoki, hein?


Então, vocês podem perceber que há o perigo de se consumir glúten sem sabermos. Portanto, todo cuidado é pouco. Há celíacos que são mais sensíveis e apenas uma pequena quantidade de qualquer alimento com glúten é capaz de provocar sintomas horríveis, o que é o meu caso. Há celíacos que não possuem tanta sensibilidade, porém não significa que o organismo dele não seja prejudicado. Resumindo, 

diagnóstico = não consumo do glúten. 

Com todo este cuidado, fica evidente que comer em casa é muito mais fácil do que sair de casa. Com certeza, isso vai demandar tempo e dedicação, mas eu garanto que vale a pena. Não tem nada melhor do que você saber o que está comendo. Sentir esta segurança nos deixa mais tranquilos. Uma dica que eu dou para quando vamos sair de casa por muito tempo ou, por exemplo, fazer viagens longas, é a famosa salada de macarrão. Sempre quando viajo ou tenho que esperar muito tempo em algum lugar que eu saiba que não vou poder comer nada, levo minha saladinha. O preparo também é simples:
Basta cozinhar o macarrão sem glúten, na quantidade que desejamos. Após o cozimento, acrescentar um pouquinho de azeite para a massa não grudar e delicinhas como milho, azeitona, cenoura ralada, atum (ou frango desfiado), cebola picada...e tudo o que quiser. Tenho o meu potinho para refeições deste tipo, coloco dentro da minha sacolinha térmica (com o tamanho ideal para pequenas refeições), separo meu garfo e quando a fome bate, posso desfrutar  seguramente da minha deliciosa salada de macarrão, em qualquer lugar e hora. É rápido, simples e prático, pois não requer aquecimento.

Seguir a dieta é fundamental e, no meu ponto de vista radical, obrigatória. Não segui-la pode levar a diversos outros diagnósticos, como já foi mencionado, e até a morte. 
Então, já que não conseguimos mudar o tratamento da doença celíaca, vamos nos adaptar a esta condição. Isso é totalmente possível!

Essa semana começo a frequentar um nutrólogo, que já me acompanhava antes de me mudar para São Paulo. Estou super contente de voltar a me consultar com ele, pois sei que estarei me alimentando saudavelmente, recebendo todos os nutrientes necessários para o bom funcionamento do meu organismo. Portanto, mesmo lendo sobre muitas coisas e aprendendo diversas delas, continuo recebendo orientação profissional

Para me despedir hoje, vou deixar uma curiosidade que já havia lido e que acabei de ler novamente. É impressionante!
Vocês sabiam que novos estudos realizados na Universidade do Colorado mostram que é possível proteger um bebê contra o desenvolvimento da doença celíaca mais tarde? Pois é! Os cientistas desta universidade publicaram informações mostrando que a exposição do bebê ao glúten durante os 3 primeiros meses de vida aumenta os riscos da doença celíaca em cinco vezes. Os estudos indicam que esperar o bebê completar pelo menos 6 meses de idade diminui os riscos, mas que esperar mais de 7 meses aumenta o risco novamente. Em resumo, a melhor época de introduzir o glúten, de acordo com estes estudos, é entre o quarto e o sexto mês de vida. Um outro fator associado é a amamentação. Pesquisas mostram que amamentar por mais de 3 meses pode fazer com que os sintomas da doença celíaca demorem mais para aparecer e diminui o risco do desenvolvimento da doença. A introdução gradual de alimentos contendo glúten e a manutenção da amamentação enquanto estes alimentos estão sendo introduzidos parece também diminui os riscos de desenvolver a doença celíaca. 

Impressionante mesmo, não é?


Fonte: Fenacelbra, Acelbra-SP, Rio sem glúten, Vivendo sem glúten (livro)

Editado 22.01.2014
Hoje, já é possível encontrar farinhas sem glúten (FSG) prontas para uso. O grande ponto positivo é que substitui-se, em uma receita, a mesma quantidade de farinha de trigo pela FSG. O ponto negativo é que ainda temos dificuldades para encontrá-las e o valor delas.

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