segunda-feira, 2 de abril de 2012

Ironias da vida

Tive uma infância super bacana, regada a brincadeiras de fundo de quintal, comidinhas nas panelas das bonecas e claro, guloseimas. Na minha casa, existia até a desejada "lata do chocolate". Era uma lata  de alumínio, daquelas antigas, e ela ficava guardada no armário da cozinha. 

De vez em quando, como toda criança, tinha dores de barriga. Afinal, criança come tantas coisas que fica até difícil saber o que é que fez mal. Minha adolescência foi como a de muitas pessoas e se o foco fosse falar dela, levaria uma vida toda. 

Com 16 anos, tive minha primeira "crise" de gastrite. Remédio, dieta e a vida continua. Fase de vestibular, muita pressão e insegurança; coisas totalmente justificáveis para tal diagnóstico. 
Por volta de meus 19 anos, a segunda. "Ganhei" minha primeira endoscopia e o rótulo de ansiosa, novamente mais uma coisa para justificar a minha dor. E assim fui aprendendo a conviver, não tão amigavelmente, com o meu jeito ansioso de ser (sim, eu sou ansiosa!) e o meu estômago reclamão. 
Muito omeprazol, pantoprazol, dietas, florais para acalmar e psicoterapia. Nesta época, até me familiarizei com os incensos, tão odiados até então. Claro, sem dúvida, com tantos recursos, aprendi muitas coisas e melhorei minhas crises. Porém, elas ainda existiam. Foram 10 anos de um embate gigantesco travado e uma tentativa de acordo amigável com o meu corpo. 

Em 2009, fui morar em São Paulo, para me especializar na minha área. Permaneci naquela loucura por 3 anos. Neste tempo, tive diversos incômodos gastrointestinais, mas São Paulo estressa qualquer um, não é mesmo? Mais uma justificativa. 
Tinha dores de estômago e constipação intestinal (chegava a ficar uma semana sem ir ao banheiro!). 
Foi em 2011, mais especificamente a partir de março, que comecei a ter sintomas mais acentuados e muita náusea. Peregrinei pelos meu médicos naquela época, fiz exames (até de gravidez!), tomei remédios alopáticos e homeopáticos e nada, os desconfortos não iam embora. Me conhecendo, eu sabia que era meu estômago, só não entendia o porquê tão intenso. Cheguei a ouvir de minha ex-gastroenterologista que eu não tinha absolutamente nada no estômago (sem qualquer exame) e que seria encaminhada para o neurologista. "Hein? Você acha que estou com alguma alteração neurológica?"
Certamente não. O médico me examinou e após alguns minutos de conversa, disse que eu estava muito estressada. Eureka, né? "Óbvio! Eu tenho dores, náusea 24 horas por dia e não sei de onde ela vem e você quer que eu fique calma?". Pois bem, ele me sugeriu Rivotril e eu obviamente, não tomei. Para quem não sabe, é um ansiolítico, tarja preta. Eu tinha só 25 anos e não precisava daquele negócio.


Indo a um ginecologista, de rotina, ele me examinou e realmente disse que meu abdômen estava muito distentido (inchado), pediu uma endoscopia e ao ser questionado por uma indicação médica, sugeriu que eu me consultasse com sua própria gastroenterologista. Fiz a endoscopia e o resultado foi normal, sem alteração alguma, apesar dos desconfortos. Fui me consultar com a nova gastro.
Séria, de poucas palavras, me examinou, fez sua anamnese, me pesou (eu havia perdido 1 kg), e me olhou...olhou denovo...mais uma vez e disse: "Você não é celíaca?"
"O que? Eu? Celíaca? Minha querida, eu sempre tive gastrite. Me dá logo o remédio certo e eu vou ficar bem". Eu sabia, mais ou menos, o que significava ser celíaca.
Saí de lá com um pedido de exame de sangue e indignada. Como uma médica pode somente me olhar e me diagnosticar desta forma? 

Pois bem, fiz o exame de sangue (positivo para os marcadores da doença celíaca) e mesmo revoltada, voltei lá. Ela olhou o exame, olhou pra mim e disse: "Olha, 70% de chance de você ser celíaca!".

"Lá vem essa médica denovo! Como celíaca? Um marcador deu negativo. Ué, positivo com negativo não dá negativo? Eu sempre aprendi isso! Então por que esta mulher maluca está querendo me diagnosticar com isso? É a morte! Eu amo farinha de trigo e tudo que é feito com ela!"
Mesmo assim, o exame de sangue não é o gran finale. Eu precisaria fazer uma nova endoscopia, só que agora com uma biópsia de duodeno. E fiz. Enquanto o resultado não ficava pronto, curiosa que sou, pesquisei sobre a doença, conversei com pessoas e ainda acreditava que os 30% de chance de não ser celíaca eram maiores do que os 70%. 
Ao pegar o resultado, a descrição da biópsia era idêntica ao do intestino de um celíaco, porém acredito que até a patologista ficou na dúvida (porque ela mesma fez a biópsia duas vezes) e tratou logo de escrever que eu não tinha a doença celíaca.


"Iupiiiiiiiii...eu disse que essa médica estava maluca. Eu não tenho nada disso. Vou continuar feliz e contente consumindo o glúten."
Quer dizer, não tão contente assim, pois eu ainda tinha desconfortos terríveis. Após consumir em um único dia macarrão, chocolate e pizza, tive uma crise horrível de dor de cabeça e náusea. 


No dia do macarrão (25 de outubro) levei o resultado da endoscopia até a médica e logo falei : "Estou tão feliz que deu negativo!". E ela completou: "Apesar de a patologista não caracterizar como doença celíaca, não é só um único exame que faz o diagnóstico. É o seu quadro clínico + exame de sangue + características do seu intestino. Tudo isso junto dá o diagnóstico...é o que eu pensei, você é celíaca."

Perdi o chão. Como assim celíaca? 

"Não, eu tenho gastrite. Entendeu? GAS-TRI-TE! Que parte desta palavra você não entendeu, Dra.? Só porque sou magra, pequena e tinha dores de barriga quando criança? Minha família é magra e pequena e qualquer criança tem dor de barriga."


Após pensar tudo isso em frações de segundo, dei a volta por cima e falei: "E agora? o que eu faço?"
Ela me tranquilizou e me explicou o que era a doença e a única forma de tratamento: não consumir glúten. Ainda, garantiu que minha vida mudaria...que eu me sentiria muito mais disposta. Também, falou da importância de não se comer "nem um pouquinho", era dieta total isenta de glúten. Ressaltou algo que foi muito importante pra mim: eu não adquiri essa doença tampouco o emocional foi a causa. Era genético. Nasci com o diagnóstico, porém só vim a desenvolver os sintomas anos mais tarde, bastante comum em alguns casos. As tais dores de barriga quando criança e a constipação intestinal (apesar de o comum ser muita diarréia) faziam parte do quadro clínico. 
Ao final da consulta me pediu 45 dias de dieta e um retorno. Saí de lá, chorei e como estava com fome, entrei no supermercado para comprar alguma coisa. Deus do céu, TUDO tinha glúten! 

E agora? Eu iria morrer de fome e só poderia comer arroz? Como eu iria sair? Como eu comeria na casa das pessoas? E na casa do meu namorado, onde o preferido é o macarrão? Chorei mais ainda. E pastel? Bolo? Pão francês? 


Aquele dia foi o dia da consolação. Um falava daqui, outro dali...e, aos poucos, fui me acostumando com a ideia, afinal não via a hora de me livrar de tanta náusea. Não tinha conhecimento algum de grupos nas redes sociais, nem blog com receitas, nem nada. No dia seguinte, troquei de roupa, fiz um limpa no armário e tratei de começar a conhecer um mundo sem glúten, mais especificamente, sem trigo, aveia, centeio, malte e cevada. Comprei algumas coisinhas para quebrar um galho



De lá pra cá...bom, de lá pra cá vocês vão saber aos poucos tudo o que eu aprendi e venho aprendendo sobre essa condição. Sim, condição, porque doença eu tinha antes.


Um grande beijo, sem glúten, é claro!

45 comentários:

  1. Parabéns pela iniciativa Duda, acredito que o blog ajudará muitas pessoas com a mesma condição que você e torço para que ele abra a cabeça de pessoas e mude a idéia daquelas que acham que essa restrição alimentar é uma frescura ou algum tipo de dieta.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá!

      Muito obrigada por prestigiar este cantinho! Muitas coisas legais serão postadas e é bom poder contar com todos. Se puder compartilhar, compartilhe.

      Realmente, nossa sociedade ainda tem este olhar para conosco. Porém, eu acredito que isso mudará, com o tempo. Vamos torcer, né?

      Um grande beijo e novamente, obrigada

      Excluir
  2. Duda, admiro muito você! Parabéns pelo blog e pela sua ajuda! Grande beijo, sucesso e muita saúde, sempre. Carol Cavalcante, Recife-PE

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Carol querida, muito obrigada! Eu que sou muito grata a você e todas as pessoas que me incentivam a cuidar do blog com muito amor e carinho. Obrigada sempre pelo reconhecimento e tudo em dobro pra você e a sua pequena. Beijocas

      Excluir
    2. Oi Duda, realmente não é fácil. Não sou celiaca,mais tenho alergia a proteina do trigo, ou seja, dá quase na mesma. hehehe Gostei muito do seu blog. No começo tbm me assustei, mas assim que mudei minha alimentação a diferença foi gritante.

      Bjs

      Marcela

      Excluir
    3. Olá, Marcela! Seja bem-vinda.
      Muito obrigada pela mensagem e pelo carinho.

      Somos o que comemos, não é?

      Grande beijo

      Excluir
  3. BOA NOITE ! O DIFICIL E LER NAS EMBALAGENS QUE NÃO CONTEM GLUTEN, LEVO HORAS NO SUPER PARA COMPRAR ALGUMA COISA PARA MINHA FILHA, O GOVERNO PODERIA AJUDAR PARA OS FABRICANTES COLOCAR CONTEM GLUTEN COM LETRA BEM MAIORES E LOCAL DE FACIL LOCALIZAÇÃO, PQ VC PERDER UM TEMPÃO SO PARA LER ROTULO NÃO DA.
    ABRAÇOS

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Boa noite, Anônimo heehhehe...

      Concordo com você...as letras são muito pequenas. Deveriam padronizar a letra e o tamanho dela.

      Obrigada pela mensagem e volte sempre!

      Excluir
  4. Respostas
    1. Olá, Arilson.

      Muito obrigada! É sempre gratificante receber mensagens como a sua.

      Volte sempre!
      Abraços

      Excluir
  5. Olá, gostei muito do seu blog, de todos já vi esse é o melhor!!!
    Me identifiquei muito com a tua descrição de como foi descobrir a intolerância, não demorei tanto tempo mas sempre todos os médicos associavam com o sistema nervoso, dei sorte de cair em uma especialista que logo me pediu o exame de sangue... e é sim, bem difícil aceitar o diagnóstico!
    Mas vamos lá, acreditar que nos próximos anos teremos a 'cura' e poderemos comer o pão normal!
    Abraços,
    Graciele

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Graciele!

      Nossa, quanta honra! O melhor? Fiquei muito contente agora. Muito obrigada, de coração.

      Aceitação é o primeiro passo para que as coisas comecem a dar certo. Sempre que precisar, conte comigo!

      Um beijo grande e novamente, obrigada!

      Excluir
  6. Duda,

    Conheci seu blog hoje e, confesso, estou muito feliz com a minha descoberta. Estarei sempre por aqui.
    Sempre sofri com muitas dores de cabeça, enxaqueca mesmo. Há 2 semanas, uma amiga aqui do trabalho me disse que havia visto em um programa de televisão que o gluten poderia influenciar nisso. Aí corri para o google e, a cada coisa que lia, ia percebendo que talvez a chave estivesse ali. Então, de lá para cá, não como mais nada com gluten e, adivinhe?, não sinto mais dor de cabeça.
    Duda, você não sabe o que isso significa para mim! O sofrimento era muito grande com tantas dores. Eu vivia com dor. Fiz de tudo: tratamento com neuro, coloquei aparelho nos dentes, acupuntura (faço até hoje) e, embora também controlasse a alimentação, não podia imaginar a influência que a ausência do gluten acarretava..
    Eu não sei se sou celíaca ou se tenho somente alguma intolerância. ainda terei que fazer os exames. Todavia, não me arrisco a comer mais nada com gluten.
    Assim, passei a pesquisar várias coisas acerca do tema (comidas, receitas, produtos etc.), o que me fez chegar até aqui.
    Gostei muito do blog e fico feliz por ver que as pessoas ainda encontram tempo para prestar solidariedade.

    Um beijo grande,
    Vanessa

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Vanessa querida,

      Muito obrigada pelo carinho. Fico muito feliz, de verdade, com mensagens como a sua. Você será sempre bem-vinda aqui.

      Sempre que precisar, conte comigo.

      Minha dedicação ao blog só acontece porque tenho amor ao que faço e, principalmente, pelas tantas pessoas que auxilio, mesmo sem conhecer. Isso não tem preço!

      Grande beijo, com carinho

      Excluir
  7. Parabéns pelo blog! Fiz vários exames, menos a endoscopia com biópsia. Porém, fui diagnosticada com síndrome do intestino irritável associado a intolerância ao glúten e lactose. Notei que depois que adotei uma dieta sem glúten, minhas dores no corpo passaram e minha barriga ficou menos distendida. Tem sido ótimo! Parabéns pelas receitas.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigada pela mensagem e pelo carinho!

      É bastante comum as pessoas seguirem dieta livre de glúten e melhorarem de vários sintomas sem explicação, até então.

      Seja bem-vinda e volte sempre!

      Um grande beijo

      Excluir
  8. Parabéns pelo blog, Duda. Como a Vanessa Sampaio (comentário acima), meu marido passou mais de 15 anos sofrendo com enxaqueca e passando por diversos médicos e exames, menos, é claro, por um que se dispusesse a investigar a doença celíaca. Depois de todo este tempo, através de um programa de tv, tive conhecimento dos sintomas desta síndrome. Tudo batia com ele. O convenci a tentar fazer a dieta e com 15 dias ele já tinha eliminado a maior parte dos sintomas. Continuei pesquisando e descobri então que, para diagnosticar a doença, ele deveria voltar a ingerir o glúten. Ai foi difícil, pois não tem quem o convença a voltar a ingerir o glúten porque ele já está convencido de que é esta proteína que lhe causa todos os desconfortos que sentia. Já fazem 3 anos e meio que fazemos a dieta, isto mesmo, fazemos. A família inteira aderiu para evitar as contaminações cruzadas, todo cuidado é pouco. Neste período, as únicas vezes em que ele ficou ruim, foi quando escorregamos na dieta...No começo não é fácil, mas depois vamos descobrindo os prazeres sem glúten, e não são poucos. Mantenho um blog de receitas sem glúten, dê uma passada por lá e veja quantas gostosuras...
    Parabéns pela iniciativa e pelo depoimento. Já estou te seguindo.
    gostosurassemgluten.blogspot.com.br

    Sonia M

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sonia,

      Muito obrigada pela mensagem e pelo carinho.
      Você foi excelente em "descobrir" o que fazia mal ao seu marido. Realmente é difícil imaginar voltar a consumir glúten.

      Parabéns pela sua iniciativa também!
      Um grande beijo

      Excluir
  9. Amei o seu relato, parece que estava contando a minha história! Agora, sou sua fã!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Angela, obrigada pela mensagem e pelo carinho.
      Seja sempre bem-vinda!

      Beijocas

      Excluir
  10. Boa tarde :) parabéns pelo blog. Muito legal, gostaria de ter conehecido esse blog antes...também sofri muito tempo até descobrir :) e continuo na adaptação.
    Serei sua seguidora para dicas...obrigada e parabéns mais uma vez!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Amanda, muito obrigada pelo carinho e pela mensagem!

      Espero que você esteja se adaptando bem.
      Estou a disposição

      Grande beijo

      Excluir
  11. Olá Tudo bem?? Amei seu blog,parabéns!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Adriana! Obrigada pelo carinho. Seja sempre bem-vinda!

      Excluir
  12. Olá! Descobri muito recentemente que tenho doença celíaca e intolerância a lactose, e junto com isso acabei de conhecer seu blog e estou gostando muito de conhecer alternativas para a alimentação, e etc. Sucesso pra vc! Beijos :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Cássia. Muito obrigada pelo carinho.

      Seja bem-vinda!
      Beijocas

      Excluir
  13. Adorei seu blog! Muito bom!
    Hoje fiz o bolo de cenoura que peguei aqui e ficou uma delícia! É o melhor bolo de cenoura que comi em toda a minha vida!
    Parabéns!

    Deus abençoe!

    Beijo no coração!

    Juliana

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Juliana,

      MUITO obrigada pela mensagem e pelo carinho. É por esse reconhecimento que faço o meu trabalho com muito amor e dedicação.

      Se quer uma dica bem bacana: antes de comer um pedacinho do bolo, coloque uns 15 segundos no micro-ondas e você terá um bolo quentinho.

      Aproveite!

      Excluir
  14. Marinna Mendonça5 de março de 2014 00:51

    Estou amando seu blog. Sou celíaca também, tenho 17 anos e descobri a doença faz somente 1 ano. Só aguentei fazer essa bendita dieta por 1 mês e sinto que minha doença só piora e as dores também. Eu precisava de ajuda, de um impulso, de exemplos de pessoas que nem eu, que estivessem passando pela mesma coisa e precisava saber como elas tinham começado e que eu não era a única a pensar "e agora? e o mc donalds? e minhas besteiras?". Li vários depoimentos do teu blog e nossa, como isso me ajudou. Parabéns pela iniciativa e por abrir espaço para todas essas histórias e por estar ajudando quem passa pela mesma coisa que você e eu também. Em breve voltarei para dar meu depoimento também. Mais uma vez parabéns por todo esse trabalho. Beijos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Marinna! Agradeço a sua mensagem e o seu carinho!
      Se hoje estou aqui é por pessoas como você, a quem eu quero muito ajudar.

      Não deixe de ler o blog (na íntegra, se conseguir) e acompanhar as dicas aqui. É um desafio mas te garanto: você vai superar!
      É possível comer sem glúten e ser feliz!

      Seja bem-vinda! E muita força e fé.
      Ser celíaco exige força de vontade...busque a sua. Se cuida, tá?

      Qualquer dúvida, só me perguntar. Estou sempre a disposição!

      Beijocas

      Excluir
  15. Tenho uma historia um pouco parecida. Tive uma infância totalmente normal. Depois dos 15 anos, mesmo comendo como um passarinho, parecia meio gordinha. Serio, fiz todo o tipo de loucura normal na adolescência. Minha digestão era MEGA lenta. Uma vez uma amiga me falou que para emagrecer, deveria comer um pouquinho só quando sentisse fome. No 3 dia sem comer, quase desmaiei e fui para o hospital. Isso mesmo 3 dias sem comer esperando sentir fome e e dita nao vinha.
    Algum tempo depois fui diagnosticada com intolerância a lactose. Parei de tomar leite e desinchei MUITO. Todo mundo ficou impressionado como "emagreci", mas era tudo inchaço. Hoje, sabendo da doença celíaca, acho que o que me fazia inchar era o achocolatado.
    Aos 27 anos, tive muitas dores abdominais por 1 mes e MUITOS gases e fui a uma gastro maravilhosa que de cara me pediu uma dieta sem glúten enquanto eu fazia os exames e esperava os resultados. (Até pq era final de ano, natal, viagem, etc... eu só pegaria os resultados em 20 dias). Antes mesmo dos resultados saírem, já me senti bem melhor com a dieta.
    Quando o resultado saiu, fiquei confusa... mas como tenho uma doença genética se ninguém da minha família tem? Duvidei do resultado e resolvi fazer um teste, fui a pizzaria. Passei MUITO mal, até então eu não tinha começado a ter diarreia, mas neste dia comecei e me convenci de que realmente era celíaca.
    Minha mãe lutou a vida toda com problemas intestinais (lutou mesmo, já quase morreu com uma infecção) e eu recomendei que ela investigasse. Ela também teve alguns resultados negativos até que um dia a ginecologista dela disse que deu positivo para doença celíaca.
    É engraçado, os 2 primeiros anos com essa nova condição eu sofria muito (de tristeza quando saia com os amigos e era "a diferente", ou ficava com fome pq não tinha nada que eu pudesse comer). Mas com o tempo a gente se habitua e tudo vai ficando natural e nunca mais li sobre o assunto. Como antes de sair de casa, e se precisar comer na rua, já sei o que posso e o que não posso.
    Acabei encontrando esse blog super charmosos porque minha bebe de 1 ano tem tido diarreia há 2 semanas, sem outros sintomas que pareçam uma virose. Além disso ela vem apresentando umas manchinhas no corpo que a medica suspeitou de eczema, mas que junto com a diarreia, me levaram a pensar se ela não é celíaca também.
    Agora estou morando no Canada, e aqui as coisas são um pouco mais complicadas para fazer exames e tal. Aqui também a legislação nao exige, como no Brasil, que as embalagens tenham essa informação, o que complica um pouco.
    Mas espero em breve resolver o enigma.

    ResponderExcluir
  16. Tenho uma historia um pouco parecida. Tive uma infância totalmente normal. Depois dos 15 anos, mesmo comendo como um passarinho, parecia meio gordinha. Serio, fiz todo o tipo de loucura normal na adolescência. Minha digestão era MEGA lenta. Uma vez uma amiga me falou que para emagrecer, deveria comer um pouquinho só quando sentisse fome. No 3 dia sem comer, quase desmaiei e fui para o hospital. Isso mesmo 3 dias sem comer esperando sentir fome e e dita nao vinha.
    Algum tempo depois fui diagnosticada com intolerância a lactose. Parei de tomar leite e desinchei MUITO. Todo mundo ficou impressionado como "emagreci", mas era tudo inchaço. Hoje, sabendo da doença celíaca, acho que o que me fazia inchar era o achocolatado.
    Aos 27 anos, tive muitas dores abdominais por 1 mes e MUITOS gases e fui a uma gastro maravilhosa que de cara me pediu uma dieta sem glúten enquanto eu fazia os exames e esperava os resultados. (Até pq era final de ano, natal, viagem, etc... eu só pegaria os resultados em 20 dias). Antes mesmo dos resultados saírem, já me senti bem melhor com a dieta.
    Quando o resultado saiu, fiquei confusa... mas como tenho uma doença genética se ninguém da minha família tem? Duvidei do resultado e resolvi fazer um teste, fui a pizzaria. Passei MUITO mal, até então eu não tinha começado a ter diarreia, mas neste dia comecei e me convenci de que realmente era celíaca.
    Minha mãe lutou a vida toda com problemas intestinais (lutou mesmo, já quase morreu com uma infecção) e eu recomendei que ela investigasse. Ela também teve alguns resultados negativos até que um dia a ginecologista dela disse que deu positivo para doença celíaca.
    É engraçado, os 2 primeiros anos com essa nova condição eu sofria muito (de tristeza quando saia com os amigos e era "a diferente", ou ficava com fome pq não tinha nada que eu pudesse comer). Mas com o tempo a gente se habitua e tudo vai ficando natural e nunca mais li sobre o assunto. Como antes de sair de casa, e se precisar comer na rua, já sei o que posso e o que não posso.
    Acabei encontrando esse blog super charmosos porque minha bebe de 1 ano tem tido diarreia há 2 semanas, sem outros sintomas que pareçam uma virose. Além disso ela vem apresentando umas manchinhas no corpo que a medica suspeitou de eczema, mas que junto com a diarreia, me levaram a pensar se ela não é celíaca também.
    Agora estou morando no Canada, e aqui as coisas são um pouco mais complicadas para fazer exames e tal. Aqui também a legislação nao exige, como no Brasil, que as embalagens tenham essa informação, o que complica um pouco.
    Mas espero em breve resolver o enigma.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Danilo/Priscila,

      Muito obrigada pelo carinho e pela msg!
      Me identifiquei com a parte em que você deve se questionar: era o leite que me fazia mal ou o achocolatado com glúten? Hehehehe....até hj fica essa dúvida!

      Espero que tudo dê certo para a sua pequenina! Não deve ser fácil vê-la com sintomas, desconfiar de DC, e ter dificuldades para o diagnóstico. Vai dar tudo certo! Aí não tem lei para o rótulo porque as empresas não precisam disso. Se dizem ser sem glúten, realmente são. Os rótulos apontam os traços.

      Você conhece a Glutino? É uma marca canadense de produtos sem glúten maravilhosos!

      Boa sorte para vocês!
      Beijocas

      Excluir
  17. Adorei seu blog, toda a sua experiência me serviu de esclarecimento.
    Estou sofrendo com vários exames em busca de um diagnóstico para minhas alergias...
    Desde julho apresentei alergias na pele, como de intoxicação alimentar. Fui à gastro e após exames de sangue ela percebeu que possuía intolerância ao Glúten, que havia desencadeado uma intolerância à lactose.
    A tomei durante dois meses antialérgicos, mas ainda apresentava as vermelhidões na pele.
    Agora estou seguindo um plano alimentar, com 0 glúten e 0 lactose, em duas semanas já sinto meu rosto mais fino e roupas mais folgada. Não sinto mais os desconfortos com gases e nem a diarreia que tinha todos os dias. Porém minha pele continua a empolar...
    Voltei à gastro e ela solicitou endoscopia com biópsia duodenal. Fiz e aguardo o resultado, para saber em que condições realmente estou.
    Estou relutante em pensar nisto como uma doença, mas tenho sofrido tanto com essas alergias nestes últimos meses que cortaria qualquer alimento para me sentir melhor.
    Sinto minha pele melhor, a queda de cabelo diminuiu, meu intestino...mas ainda estou um pouco descrente se só a ausência do Glúten será capaz de curar minhas alergias.
    Caso alguém que tenha intolerância ao Glúten já tenha passado pelas mesmas alergias na pele, ficaria muito feliz em ler os depoimentos.
    Parabéns pelo blog, muito ainda tenho a aprender.
    Abraços, Yara.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Yara, seja muito bem-vinda a essa mundo "desglutenado"!

      Obrigada pela sua mensagem e carinho! São eles que me motivam!

      A primeira coisa que eu já gostaria de alertar é com relação ao exame. Não é recomendado que se faça os exames após a retirada do glúten. Isso provocará um resultado não fidedigno. Se você retira o glúten e só então fará o exame para doença celíaca, como vai saber se o resultado deu negativo porque você realmente não tem a doença celíaca ou porque não está consumindo aquilo que te faz mal?

      É importante fazer os exames consumindo glúten. Só assim você terá um resultado adequado, ok?!

      Seus sintomas são muito característicos de doença celíaca. Mas, como não sou médica, não posso dizer que é. Continue investigando seus sintomas e não desista de encontrar uma causa.

      Verifique se essa alergia pode não ser uma dermatite herpetiforme. Tem uma postagem sobre isso aqui: http://www.semglutenporfavor.blogspot.com.br/2013/06/o-que-voce-precisa-saber-resumidamente.html

      Vai dar tudo certo!
      Estou na torcida!

      Siga o blog no facebook pra você sempre receber dicas!

      Um beijo bem grande

      Excluir
  18. Estou chegando aqui exausta e muito desanimada.Tenho diarreia a 2 anos,meus exames de funcoes hepaticas todos altos,minha glicose q sempre foi 70 no máximo,em 4 meses pulou pra 124,muitos gases,barriga estufada,perdendo meus cabelos,comnte anemia... Um horror!!A gastro pediu colonoscopia e ressonância pq desconfia das vias biliares,mas agora li exaustivame sobre a doença celíaca...meu Deus...como me identifiquei!Vi alguem ate com coceira no pe(incontrolável) como eu tenho.Qual a importância de se comprovar a doença?Se eu parar de consumir o glúten pra testar se me sinto melhor e realmente melhorar,não terei coragem de voltar a comer,passar mal,só pra poder ter escrito no papel um diagnóstico. Estou errada em pensar assim?Me ajudem!!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Anônimo!

      É fundamental que se tenha o diagnóstico correto. Primeiro porque pode ser doença celíaca ou não. É necessário um acompanhamento, após o diagnóstico, para comparar a recuperação do seu intestino. Sem o primeiro exame, não há como comparar. Não é só uma questão de papel mas se saber o que você tem. Enfatizo muito a importância do diagnóstico correto. Força, menina!
      Antes de parar de consumir, faça os exames!

      Qualquer coisa, conte comigo!
      Tudo vai dar certo!

      Um beijo grande

      Excluir
  19. Olá, vim dizer que estou adorando o blog. Encontrei este blog ao procurar sobre alimentação para celíacos em Orlando. Há 3 meses uma endoscopia sugeriu DC e ainda estou fazendo exames para investigar se sou celíaca. Sou nutricionista de formação mas tenho paixão pela confeitaria. Venho lendo bastante sobre a doença e desde então sigo uma dieta sem glúten. Quando achei que já sabia de tudo, este blog trouxe um pouco mais de informação. Agradeço por tanta dedicação e riqueza de informação. Beijos, Cecília.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Cecília! Muito obrigada pelo carinho. Fico muito feliz por saber que o blog ajuda!

      Um grande beijo

      Excluir
  20. Estou a três meses com sintomas idênticos aos seus e enxaquecas a anos e o gastro disse que estou depressiva. Não sei o que fazer. Desanimada...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá! Você não escreveu seu nome e nenhuma forma de contato.
      Espero que retorne aqui para ver essa mensagem.

      A depressão pode estar associada a doença celíaca. O ideal é que você vá a um profissional que realmente entenda de doença celíaca. Me escreva um email para que eu possa te ajudar melhor semglutenporfavor@gmail.com

      Beijocas

      Excluir
  21. Olá, meu nome é Teresa Cristina. Quero agradecer pelo blog, pois sinto nele um refúgio, uma forma de encontrar quem sabe o que sinto e que me traz alegria.

    Quando eu era criança vivia com a barriga inchada, muitos gases e sem entender porque minhas primas eram maiores do que eu e não tinham aquela barriga feia, com estômago alto, que eu tinha. Depois vieram crises de ansiedade, infecções de garganta recorrentes, dores nas pernas, desânimo. Na adolescência veio a apatia, crises de afta recorrentes e mais ansiedade. Como aconteceu com vc tudo parecia resultado do momento, da idade. No resto a vida era normal, sempre acelerada, nunca gostei de ficar parada. Mas ia perdendo o pique. Comecei a namorar meu marido aos 17 e aos 20 anos me casei. Um mês depois tive uma crise de aftas que parecia estomatite. Fomos ao gastr e depois de uma endoscopia veio diagnóstico de gastrite e bactéria. Parti pro tratamento, mas a má digestão e ansiedade não passavam. A resposta era que eu devia relaxar mais, que estava muito estressada, piorando a gastrite. Bom, com quase 23 anos tive minha filha. Uma gravidez normal, a não ser pela anemia que não melhorava com alimentação nem com medicação. Depois do parto comecei a perder peso rapidamente e todo mundo achava bacana. Até que comecei a ficar mais e mais magra, e não tinha apetite, nem alegria. E havia quem pensasse que era depressão pós-parto. Também havia quem achasse que eu era mole fraquinha mesmo. Bem, foram quinze anos tentando descobrir o motivo da anemia. Não foi nada fácil, pq ninguém entendia nada, nem eu. Mas a vida corrida nao me permitia ficar pensanso muito. Em 2013 comecei a pensar em engravidar novamente e meu ginecologista, sempre inconformado com a minha situação, me disse que não queria nem ouvir falar disso enquanto não descobrisse o que eu tinha.
    Foi aí que me determinei mais a buscar o diagnóstico. E começou minha peregrinação. Em abril de 2014 tive o diagnóstico juntamente com quadro de 03 pontos de inflamação no intestino. De lá pra cá venho me esforçando para conhecer mais sobre a doença e sobre como me cuidar.
    E a cada dia agradeço a Deus por hj me sentir curada, com oportunidade de viver bem e feliz. Agradeço por menos dores, menos ansiedade, mais ânimo e disposição e enfim, muita alegria de viver.

    Descobrir seu blog foi uma grande alegria. Quando leio os posts posso sentir o sorriso em seu rosto, o carinho como de um abraço. Muito obrigada. Bjsss

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Teresa, MUITO obrigada pelo seu carinho e, em especial, por compartilhar a sua história. De fato, eu e você peregrinamos e o que nos fez chegar ao diagnóstico foi a nossa persistência. Parabéns pela tua luta e sempre que precisar de algo, estarei aqui!

      Um beijo grande

      Excluir
  22. Me ajude com dicas de marcas e alimentos.. estou perdida... descobri a intolerância a pouco tempo.

    ResponderExcluir

Que bom ter você aqui!
Seu comentário é muito importante. Deixe-o aqui e não se esqueça de voltar para visualizar a resposta.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...